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Para realizar não basta sonhar: tem que ter objetivos!

Aprenda a mensurar seus sonhos para torna-los objetivos alcançáveis

Mariana Santa Ritta

Mariana Santa Ritta

Autora do Papo de Grana

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Objetivos, faz sentido?

Aposto que, em algum momento da sua vida, você leu ou assistiu à conversa de Alice com o Gato de Chesire:

– Pode me dizer, por favor, que caminho tomar para sair daqui?

– Depende de onde quer chegar.

– Não importa muito onde…

– Então não importa o caminho.

Essa história, que parece ter ficado lá na nossa infância, acredite: diz muito sobre a nossa vida. Todos nós – e eu me incluo muito nisso – queremos chegar a algum lugar: queremos um emprego, começar ou terminar a faculdade, fazer uma viagem, quem sabe até se tornar um milionário!

Queremos, imaginamos, sonhamos. E são esses sonhos que alimentam e impulsionam as nossas vidas. Mas, de nada adianta sonhar se você nem sabe como chegar lá, seja onde for esse seu “chegar lá”. A vontade, por si só, não é suficiente.

Se, hoje, eu perguntar se você sonha em, por exemplo, em empreender, muito possivelmente eu receba um sim. Agora, se eu pergunto como, talvez eu ouça que é impossível, que é inviável, ah, sério, não tem como mesmo!

Sabe por que? Porque, entre o sonho e a realização dele, existe o tal do caminho que o Gato do livro da Alice fala. Se você quer pegar um ônibus da zona norte para a zona sul de sua cidade, ou ainda, viajar a América do Sul, você precisa escolher as linhas certas. Precisa saber o seu caminho. Precisa saber seu objetivo

E é justamente por isso que estamos conversando aqui hoje: você o que precisa para “chegar lá”? Bora ver isso!

Metas, metas e mais metas!

Sim, já entreguei a resposta no título, rs. Dentro da nossa analogia com a história da Alice, você precisa saber qual caminho trilhar para realizar seus sonhos. E esse caminho se forma com uma série paralelepípedos – britas ou o que você preferir – que são as metas ou objetivos

Meta nada mais é do que você estabelecer o que precisa ser feito para chegar aonde você quer

Por exemplo: você quer sair do zero e ser capaz de correr cinco quilômetros daqui quarenta dias. Esse é o seu sonho.

E o que é a meta? É o caminho a ser trilhado. É você pensar: “Beleza, para eu correr cinco quilômetros daqui quarenta dias, me comprometo a ir caminhar/correr na praça três vezes na semana durante esse período”.

Você acabou de formar o caminho, a trajetória que precisa ser feita para chegar ao resultado. O que antes parecia difícil de ser alcançado, agora é acessível! 

Para deixar as coisas um pouco mais formais e mostrar que, sim, o que estamos falando tem fundamento, vamos falar do tal Método SMART. Criado por Peter Drucker, carinhosamente apelidado como o pai da moderna forma de gerir empresas, esse Método é, nada mais, nada menos que a maneira detalhada de como você chegará lá!

SMART, que significa inteligente – como estamos internacionais aqui, hoje! – em inglês, aqui, é uma junção das letras iniciais das cinco etapas que devemos seguir para alcançarmos os resultados que desejamos.

Começamos pela primeira etapa. A meta tem que ser ESPECÍFICA (specific). “Quero correr” não é uma resposta que vá gerar uma motivação muito grande. Dizer para seu cérebro que você quer correr e nada mais é tão satisfatório que mãe dizendo “não é resposta, sim!”. Ou seja, resolve nada.

Você tem que direcionar seu cérebro e explicar para ele o porquê de você querer correr. “Eu quero conseguir correr cinco quilômetros porque acredito que isso irá melhorar a minha saúde, condicionamento físico e, de quebra, perder uns kg!”. Bem mais específico! 

Agora que seu cérebro entendeu que a vontade é real, e não só um desejo, vamos tornar a meta MENSURÁVEL (mensurable). Legal, você quer começar a correr, mas quanto? E aí vem o exemplo que demos dos 5km. Mensurar torna tudo mais acessível ainda!

E mensurar pra quê? Pra que seja ATINGÍVEL (atingible), ora! Estamos falando de 5km, uma distância possível de se alcançar. Imagina você querer correr uma maratona correndo pouco mais de um mês? 

Nosso próximo passo é pensar se isso é REALISTA, RELEVANTE (relevant). Tem que fazer sentido para você querer fazer isso, mas, mais ainda, tem que ser acessível. Assim como falamos antes, é fora da realidade 42km em quarenta dias! Não há cabeça, joelhos e panturrilhas que aguentem…

E o T, claro, de TEMPORAL (time based) que nada mais são que nossos quarenta dias do exemplo. Ter em mente um tempo para executar uma atividade vai te manter, certamente, muito motivado para “chegar lá”!

“Legal, entendi, mas isso aqui não é um site sobre educação financeira? Dinheiro e afins?”

Sim, é! Mas, muito além disso, somos preocupados em esclarecer ao nosso público que dinheiro é uma das partes de nossas vidas. Tudo o que explicamos deve fazer diferença na sua vida em outros aspectos também.

Mas, claro, vamos às finanças através do GOALS-BASED INVESTING. Quem?!

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GOALS-BASED INVESTING

Goals-based investing, do português investimento baseado em metas, nada mais é do que um método em que você investe por meio de metas, objetivos, como o próprio nome sugere. 

Aqui, você não vai guardar cem reais por mês por guardar. Vai ter uma meta – o que tanto falamos ao longo deste texto – que te dará uma vontade bem grande de seguir direitinho essa meta para realiza-la.

Chegou a hora de você realizar a sua viagem para tirar suas selfies com uma lhama no Machu Picchu – não que quem escreveu aqui queira isso, imagina -, comprar um computador novo para trabalhar, ou ainda, garantir a sua aposentadoria para curtir uma praia com milho na espiga tomando aquela caipira com gostinho de areia!

Seja lá qual for a sua meta, através dos investimentos guiados por objetivos, cada real que você economizar vão te aproximar dos seus sonhos. O que parecia impossível, inalcançável antes, começa a se tornar palpável. Organizar as suas finanças para ter dinheiro para investir torna-se prazeroso, acredite!

Aplicando o Método SMART ao GOALS-BASED INVESTING – que parágrafo bem bilíngue este! – você cria metas que são muito alcançáveis.

Na minha meta desta nossa conversa, por exemplo, vamos à Machu Picchu. Para isso, ser específico é importante: quando, como? Ano que vem, daqui dois anos? Mensure o tempo, os gastos, tudo o que você precisa para realizar essa viagem, lembrando, claro, que tem que ser atingível!

Se você não tem nada investido até o momento, ou está endividado até o talo – tem texto no site que te ajuda nisso -, fica difícil ir abraçar as Lhamas semana que vem, né.

Seja realista em relação ao tempo e a como você fará para chegar lá. Se você precisa de oito mil reais, divida esses oito mil em parcelas mensais, que caibam no seu bolso. Você consegue juntar cem, duzentos reais por mês? Legal, vê quanto tempo leva para você alcançar esse valor e invista!

Como disse, cada real te aproxima do seu sonho.

Cada real que você junta é um paralelepípedo, basalto, brita que você usa para construir o seu caminho em direção à realização de seus sonhos!

Para ter a vida que você quer, é preciso saber como chegar lá. Lembre-se disso sempre.

Conta aí pra gente: qual seu sonho que vamos transformar em metas?

Aquele abraço e até a próxima

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